Segundo partidários do senador, ele começou a receber ameaças depois de ter denunciado o envolvimento de altos membros do governo de Evo Morales em graves irregularidades. Em carta escrita por ele e divulgada pelo deputado Adrián Oliva, do mesmo partido, Roger Pinto afirmou que a perseguição e as ameaças por parte de forças ligadas ao governo de Evo Morales ficaram tão sérias nos últimos dias que, para se manter vivo, considerou não ter outra alternativa a não ser deixar a Bolívia e procurar protecção no Brasil.
Acompanhado pela senadora Jeanine Añez, que declarou que, além do vector político, se está na presença de um caso em que um ser humano precisa de ajuda para continuar vivo, o senador dirigiu-se à Embaixada do Brasil e pediu asilo. O governo brasileiro ainda não respondeu ao pedido, nem tem prazo definido para isso, mas, enquanto analisa a questão, está a garantir acolhimento e protecção ao senador na representação diplomática.
O ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro, António Patriota, afirmou que os governos do Brasil e da Bolívia já encetaram contactos a vários níveis para resolverem a situação, mas não adiantou detalhes. Fontes brasileiras que pediram anonimato adiantaram que a situação é delicada, pois, apesar de o Brasil ter uma larga tradição de conceder asilo, Roger Pinto é suspeito de envolvimento em casos de corrupção na Bolívia e responde a 20 processos no seu país.
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