Rapidez na formação de um governo de coligação com robustez parlamentar, que leve por diante a receita de austeridade desenhada pela troika, é o que as instituições europeias e credores da Grécia esperam da Nova Democracia, o partido que venceu com uma vantagem curta as eleições legislativas de domingo. O líder dos conservadores gregos, Antonis Samaras, parte para as conversações a prometer esforçar-se por dotar o país de um executivo de “salvação nacional”. E a garantir que “não haverá novas aventuras”. Mas as negociações podem ser, uma vez mais, complexas. A coligação Syriza, segunda força mais votada, já fez saber que vai ser oposição. Os socialistas do PASOK, em terceiro lugar, querem ver a esquerda radical no novo elenco de ministros.
Ao alívio segue-se a expectativa. Os líderes da Europa comunitária e da moeda única estenderam a mão a Atenas depois da confirmação da vitória dos conservadores sobre a esquerda dita radical nas legislativas gregas. Um resultado que afasta, para já, a perspectiva de abandono do programa de resgate financeiro suportado pela troika do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia. Mas a distribuição de lugares no Parlamento deixa também antever a possibilidade de negociações difíceis e, no limite, de um novo impasse.
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