"A deserção de ontem leva-nos a apelar aos membros do exército sírio e das forças de segurança para continuarem a desertarem e não obedecerem mais às ordens do regime criminoso de Damasco", afirmou o porta-voz do ministério, Bernard Valero.
O regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, acusou o piloto do caça MIG de ser um "traidor" e pediu a devolução do aparelho.
O Conselho de Ministros da Jordânia decidiu conceder asilo político ao piloto.
"A França acolhe a deserção do coronel Hassan Hammadeh e saúda este gesto de bravura", afirmou Valero. "Ele juntou-se à lista de oficiais e de soldados do exército sírio, que são cada vez em maior número, que nos últimos 15 meses escolheram a dignidade e a luta pela liberdade em detrimento da barbaridade do regime sírio", adiantou.
Mais de 15 mil pessoas foram mortas desde que a revolta contra o regime sírio teve início em Março do ano passado, segundo o Observador Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Entretanto, o governo da Síria já informou a Rússia de que está pronta a retirar, ao mesmo tempo que a oposição, tropas estacionadas nas cidades sírias, anunciou Serguei Lavrov depois de uma reunião com o seu homólogo sírio.
"A nossa visão da futura conferência sobre a Síria inclui um ponto qualitativamente importantíssimo, segundo o qual as forças governamentais e a oposição armada devem ao mesmo tempo retirar-se das cidades e povoações sob o controlo de observadores internacionais", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros russo após uma conversa de duas horas com Valid Muallem.
"O Governo sírio está pronto para isso, foi-me dito pelo ministro", acrescentou Lavrov, numa entrevista ao canal televisivo Rossia 24.
Segundo o chefe da diplomacia russa, é preciso "fazer com que a parte oposta esteja pronta para isso e a missão de observadores da ONU na Síria trabalhe, faça os respectivos planos e acompanhe a sua realização".
A Rússia defende o aumento significativo do número de observadores das Nações Unidas no terreno.
Serguei Lavrov lançou mais um apelo para que o Governo sírio cumpra o plano de Kofi Annan, representante especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria.
"Lançámos um apelo para que as suas declarações sobre a vontade de cumprir o plano de Kofi Annan se baseiem em acções. (o Governo) já fez muito, mas pode fazer muito mais", rematou o chefe da diplomacia russa.
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