segunda-feira, 11 de junho de 2012

Viola filha em hotel e filma

Mais um capítulo da história do Monstro do Porto, bancário de profissão. Saiba tudo no CM.



Completamente obcecado pela filha adoptiva, de 14 anos, o bancário aproveitava todas as ocasiões para forçar a menor, que era abusada desde os sete, a satisfazer os seus instintos sexuais. Em Julho do ano passado, dois meses antes de ser preso pela Polícia Judiciária, o ‘monstro do Porto’ que abusou também do filho adoptado, de 13 anos, violou a rapariga no quarto de um hotel no Algarve, onde estavam de férias – e filmou os actos sexuais.
As imagens estão juntas ao processo e o bancário, já acusado pelo Ministério Público de 335 crimes, começa a ser julgado a 18 de Junho. No despacho, a que o CM teve ontem acesso, são descritos os sete anos de terror que apenas terminaram quando a menina contou tudo à mãe.
Os abusos sexuais começaram em Maio de 2004, cerca de um ano depois de o bancário, que é estéril, e a mulher terem adoptado as crianças, que são irmãos biológicos. O ‘monstro do Porto’ rapidamente começou a aproximar-se da menina. Inicialmente forçou a menor a vê-lo masturbar-se e disse-lhe que era um segredo apenas entre pai e filha.
Quando a menor completou nove anos, o pedófilo, de 46, abusou daquela pela primeira vez no seu quarto. "Vamos pôr em prática o que te ensinei", disse-lhe. Assustada, a menor gritou que "não queria fazer aquilo, que era nojento" e chegou mesmo a suplicar ao predador para que a deixassem regressar para a sua antiga família.
O bancário nunca parou com os abusos sexuais dentro de casa, sem que a mulher percebesse, e durante sete anos violou a filha pelo menos 274 vezes.
Chegou também a masturbar a menina, justificando "que era normal, que as mulheres gostavam". Já o filho adoptivo do casal, de 13 anos, o único na família que escapava às agressões (ver caixa), foi abusado sexualmente nos seis meses antes da detenção do pai. O bancário forçou, por diversas o menor, a fazer-lhe sexo oral dentro de casa da família.
MÃE E MENINA CHICOTEADAS
Para além de violar a filha, o bancário chegou também a agredi-la violentamente. Em 2009, o predador chegou a chicotear a menor nas costas e nas pernas com um cinto, porque aquela decidiu ir a um supermercado sem a sua autorização. Dois anos depois, numa ocasião bateu-lhe novamente com o cinto, porque tinha gasto o dinheiro do almoço em gomas. Semanas depois espancou-a, porque a criança roubou dinheiro à empregada. E também a mulher, economista, era espancada pelo menos desde 2010. Uma vez, o marido empurrou-a da cama e desferiu--lhe pontapés. Também foi chicoteada com o cinto. Só o filho menor escapava às agressões.
FORÇADA A VER PORNOGRAFIA
Durante vários anos, o bancário pedófilo forçou também a filha a ver filmes pornográficos que retirava da internet. "Vê se aprendes alguma coisa", dizia o predador à menor. Todos os vídeos foram apreendidos pela Polícia Judiciária do Porto, na altura da detenção. Estavam guardados no computador.         

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