Em comunicado, o Ministério saudita do Interior explicou que decidiu endurecer essa norma "pelo bem das pessoas", já que o tabaco gera muitos danos à saúde e em nível econômico.
O ministro do Interior saudita, Ahmed bin Abdelaziz, afirmou que "a Arábia Saudita, por ser um país muçulmano, tem que ser um referência para outros países" e argumentou que a lei islâmica (sharia) defende a preservação do dinheiro e das próprias pessoas.
Este anúncio é feito no meio das celebrações do mês sagrado do Ramadã, quando os fiéis devem abster-se de comer, beber, fumar e manter relações sexuais desde o amanhecer até o entardecer.
A proibição de fumar em lugares públicos também inclui o tradicional uso do cachimbo de água ou "shisha", embora este já estava proibido há algum tempo nos bairros residenciais. A maioria dos cafés que continuam servindo o "shisha" estão longe do centro da cidade e ao ar livre.
Em 2007, o Ministério da Saúde do país árabe também cobrou das companhias internacionais de tabaco uma série de indenizações, no valor total de US$ 19 bilhões, pelos danos causados pelo cigarro no país.
Segundo os dados oficiais deste ano, a Arábia Saudita gasta ao redor de US$ 3,5 bilhões anuais no tratamento das doenças causadas pelo tabaco no país, que consome cerca de 15 bilhões de cigarros ao ano, uma média de 500 cigarros por pessoa ao ano (incluídos mulheres e menores de idade).
As informações são da EFE
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