O Brasil é o oitavo mais equitativo dos 86 países emergentes e em desenvolvimento incluídos no índice da OCDE sobre discriminação de género e o primeiro dos países lusófonos, estando Moçambique em 39.º e Guiné-Bissau em 45.º.
O índice da OCDE sobre Instituições Sociais e Género (SIGI), hoje apresentado, conclui que, apesar das melhorias registadas nos últimos anos, a discriminação social e legal contra as mulheres continua a ser um grande obstáculo ao desenvolvimento nos países emergentes e em desenvolvimento.
Encabeçado pela Argentina, o índice inclui 86 países, cuja equidade foi avaliada com base em 14 critérios, nomeadamente o casamento precoce, a presença das jovens no ensino secundário ou a violência de género.
Entre os países lusófonos, apenas o Brasil, Moçambique e a Guiné-Bissau estão incluídos na lista, estando os restantes ausentes por falta de dados.
O Brasil, o primeiro dos lusófonos, surge em oitavo lugar, depois de no primeiro índice, em 2009, ter ficado em 24.º, mas os autores do relatório alertam que as comparações entre os dois índices têm de ser feitas com cautela porque os métodos de análise mudaram entretanto.
Ainda assim, nas análises individuais dos países, o relatório reconhece que alterações recentes à legislação brasileira melhoraram a proteção das mulheres, nomeadamente no seio da família.
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