segunda-feira, 2 de julho de 2012

Chipre: 'Troika' analisa contas do país

O Chipre recebeu esta segunda-feira os técnicos da 'troika' do Fundo Monetário Internacional, do Banco Central Europeu (BCE) e da União Europeia (UE) para analisar as contas cipriotas, após o país ter pedido um resgate para apoiar o sector bancário.



Os 25 técnicos da 'troika' começam na terça-feira o trabalho de revisão das contas públicas de Chipre, país que assumiu, no domingo passado, a presidência rotativa semestral da UE.
Previstas para a terça-feira estão reuniões entre a 'troika' e representantes do Ministério das Finanças e do Banco Central de Chipre, para analisará as necessidades económicas do país.
Os técnicos da UE, do BCE e do FMI vão depois examinar mais ao detalhe a situação do sector bancário, enfraquecido pelo perdão, por parte dos investidores privados, de cerca de metade da dívida pública grega, o que descapitalizou as instituições cipriotas que detêm dívida da Grécia.
A 'troika' vai também, no entanto, avaliar a economia de Chipre, prevendo para isso reunir, nos próximos dias, com a comissão parlamentar de assuntos económicos.
A avaliação da 'troika' ao Chipre deverá durar, segundo a imprensa do país, entre duas e três semanas.
Só dois dos principais bancos do Chipre requerem uma injecção de capital de 2,3 mil milhões de euros, mas uma estimativa da agência de notação financeira Fitch prevê necessidades de seis mil milhões de euros, ou 30 por cento do Produto Interno Bruto do país, para toda a banca cipriota.
Com as portas dos mercados de dívida fechadas, Chipre pediu na passada segunda-feira ajuda aos parceiros da zona euro, que aceitaram atribuir um resgate ao país, mas exigiram como condição um programa total de ajustamento económico, que não se limitasse ao sector bancário.
A imprensa cipriota já publicou também estimativas que apontam para necessidades de 10 mil milhões de euros, caso seja preciso recapitalizar também o Estado, além da banca.
A economia de Chipre deverá contrair 1,1 por cento este ano, segundo o banco central do país.

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