Nesse sentido, Majid Abdelnur, coordenador da rede opositora Sham em Aleppo, indicou que os bombardeios e os combates provocaram "um grande deslocamento da população", enquanto os reforços militares do regime continuam chegando à cidade.
Depois que os confrontos praticamente arruinaram a capital Damasco em meados de julho, a luta entre as forças governamentais e os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) se estendeu há uma semana para Aleppo.
No último sábado, o ELS anunciou o início de "uma operação para a libertação de
Aleppo", sendo que o comandante-em-chefe dos rebeldes em Aleppo, o coronel Abdulyabar Akidi, confirmou hoje que os insurgentes já dominam "quase a metade da cidade".
Aleppo", sendo que o comandante-em-chefe dos rebeldes em Aleppo, o coronel Abdulyabar Akidi, confirmou hoje que os insurgentes já dominam "quase a metade da cidade".
O coronel rebelde também assinalou que seus combatentes controlam todas as delegacias de polícia localizadas nos bairros sob seu comando, assim como um centro logístico utilizado pelo Exército de Assad para armazenar alimentos.
Devido à ofensiva lançada contra esta cidade, os habitantes de Aleppo sofrem com a falta de alimentos de primeira necessidade, lamentou o coronel, que também denunciou a ausência de hospitais e materiais para tratar os feridos. Além da violência, as últimas deserções têm deixado em alerta o regime de Assad, que hoje acusou os "países árabes" de encorajá-las.
Nesta quarta-feira, o embaixador sírio nos Emirados Árabes Unidos, Abdelatif al Dabbagh, abandonou seu cargo e se uniu às fileiras opositoras, assim como sua esposa Lamia al Hariri, que trabalhava como representante diplomática no Chipre.
O conflito cresce a cada dia na Síria independente da presença da missão de observadores UNSMIS e do subsecretário-geral para Operações de Paz da ONU, o franc¿ê Hervé Ladsous.
Ladsous, junto ao novo chefe da UNSMIS, o senegalês Babacar Gaye, se reuniu hoje com o ministro sírio de Reconciliação Nacional, Ali Haidar, em uma nova tentativa para retomar o trabalho do contingente de observadores, que foi reduzido pela metade após a deterioração da segurança no país.
Enquanto isso, a principal coalizão da oposição síria no exílio, o Conselho Nacional Sírio (CNS), reúne-se hoje e amanhã em Doha para efetuar uma reestruturação interna com o objetivo de acolher mais grupos opositores.
As informações são da EFE
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