sábado, 28 de julho de 2012

“Dose excessiva de capitalismo levou Europa à crise”

A aplicação de uma dose excessiva de capitalismo levou a Europa à crise, defendeu na sexta-feira, em Caracas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, durante um ato no palácio presidencial de Miraflores.



"Aos países pobres, aplicaram uma sobredose de capitalismo, um modelo voraz que tritura a classe média e os sectores populares em benefício da concentração das grandes elites", disse.
Hugo Chávez falava durante um ato de concessão de crédito, através da banca pública, a pequenos e médios produtores, durante o qual sublinhou que o Produto Interno Bruto na Europa é negativo e, por isso, milhares de pessoas perdem os seus empregos, ao contrário da Venezuela, onde o enfoque económico permite apoiar o povo.
"Não há nada mais social do que a produção económica, o destino é a produção social, o capitalismo é antieconómico", frisou.
Por outro lado, Hugo Chávez destacou os importantes avanços do governo no combate à pobreza, ao apontar que esta baixou de mais de 20 por cento para sete por cento.
"O capitalismo é a lei da selva, do 'salve-se quem puder', a sobrevivência do mais forte a expensas dos mais débeis", vincou.
Ao destacar a descida regulada dos juros durante o seu governo, o presidente venezuelano recordou aos bancos privados que o dinheiro que manejam é do público.
"Não é má ideia comprar um banco", disse, ao lembrar que perguntou ao presidente do Banco Provincial qual o seu valor.
"Eu quero que a banca privada cumpra com a sua obrigação" de dar crédito, apontou.

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