A vítima tinha apenas dez anos quando começou a sofrer os abusos. Só aos quinze teve coragem para contar na escola que era a escrava sexual do pai. Até aí, colocava números de amigos com nomes de meninas no telemóvel para que o pedófilo não soubesse que mantinha contacto com rapazes.
Dentro de casa, onde era abusada pelo pai, ninguém desconfiava do drama que a menina vivia. A mãe da vítima ficou em choque quando descobriu. O filho mais novo do homem – que morreu há algumas semanas – também nunca desconfiou de nada.
Durante o julgamento, o pedófilo manteve-se sempre calmo e em silêncio. Nas alegações finais, a advogada do arguido chegou a pôr em causa a credibilidade da versão da menina, afirmando que esta inventara os abusos para fugir a um pai preocupado que lhe controlava o telemóvel. A causídica recordou os resultados dos exames à menor, que mostram a presença de sémen masculino pertencente a um familiar directo. Mas não ficou provado que era do pai.
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