sexta-feira, 27 de julho de 2012

Grécia precisará de ajuda humanitária se sair do euro

O chefe dos neocomunistas alemães (Die Linke), Bernd Riexinger, advertiu esta sexta-feira que a Grécia deverá precisar de auxílio humanitário, caso deixe a zona euro.



"Se a Grécia for obrigada a deixar o euro, a Alemanha, em conjunto com os parceiros europeus, tem de se preparar para abastecer a população grega com víveres e medicamentos", disse o líder esquerdista ao jornal Osnabruecker Zeitung.
Riexinger sublinhou que "o horroroso cenário de uma ajuda em caso de catástrofe no seio da União Europeia é inevitável" caso a Grécia abandone a moeda única, "porque ficaria bloqueada a importação de importantes mercadorias" para Atenas.
Os atrasos na aplicação do memorando de entendimento da Grécia com a "troika" formada pelo Banco Central Europeu (BCE), Comissão Europeia e FMI para concessão de um resgate de 130 mil milhões de euros vem multiplicando as afirmações de vários políticos, nomeadamente na Alemanha, sobre a eventualidade de a Grécia renunciar ao euro e regressar à sua antiga moeda, a dracma.
Durante uma visita a Atenas, na quinta-feira, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barros, encorajou os gregos a não perder a esperança, e a fazer reformas estruturais para garantir o futuro.
"Os gregos não estão sozinhos, e a permanência na zona euro é o único caminho para ajudar os mais desprotegidos", disse Barroso na televisão grega, após uma reunião com o primeiro-ministro helénico, Antonis Samaras.
Os representantes da "troika" também estão em Atenas a fiscalizar a aplicação do programa de ajustamento grego, e esta sexta-feira iam reunir-se com Samaras.
O relatório a elaborar pela "troika", que já anunciou que fará ainda uma nova visita a Atenas em Setembro, antes de se pronunciar, é fundamental para que a Grécia receba a próxima "tranche" de 31,1 mil milhões de euros do resgate, sem a qual entrará em incumprimento.

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