Segundo ele, a presença de militares em Tremseh "é uma violação da garantia do governo de que cessaria o uso de armas pesadas em centros urbanos e de seu compromisso com o plano de seis pontos" que o enviado articulou para a Síria. "Estou consternado e horrorizado sobre as notícias que vêm de Tremseh, perto de Hama, de intensos enfrentamentos, muitas vítimas, e a confirmação do uso de armamento pesado como artilharia, tanques e helicópteros", acrescentou o ex-secretário-geral da ONU.
A oposição síria acusa o regime de Bashar al-Assad de ter cometido o massacre em Tremseh, mas o governo afirma que foram forças terroristas praticaram a ação. O ativista opositor Abu Ghazi disse que o Exército cercou a cidade na madrugada de quinta-feira, com tanques e baterias antiaéreas antes de bombardeá-la, e disparou contra quem tentasse sair da região.
Após o bombardeio, as forças de ordem irromperam em Tremseh e enfrentaram rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS), que conseguiram abrir algumas vias para permitir a população escapar do assédio e dos bombardeios, destacou o ativista. Com o apoio das forças de segurança, os "shabiha" - milicianos do regime - assassinaram civis com armas brancas, inclusive muitos médicos e pessoas feridas nos bombardeios, apontou Ghazi.
As informações são da EFE