Segundo elementos da oposição síria e diplomatas ocidentais em Damasco, Asma al-Assad terá deixado o país na quarta-feira à noite, horas após o atentado que causou a morte do cunhado, Assaf Shawkat, vice-ministro da Defesa e um dos homens mais poderosos do regime, e de dois outros altos responsáveis militares.
As notícias sobre o paradeiro de Assad eram contraditórias: um porta-voz do regime garantiu que continuava no palácio presidencial, mas fontes diplomáticas dizem que terá fugido para a cidade costeira de Latakia, bastião da minoria alauíta. Desde o atentado que Assad não fala ao país, e este silêncio é, para muitos analistas, sinal de desorientação, indicando que a queda do regime pode estar iminente, numa altura em que prosseguem os combates ferozes no centro da capital. A situação era tão desesperada que as forças governamentais estavam a usar a artilharia nas colinas em redor da cidade para bombardear as áreas ocupadas pelos rebeldes.
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