Este campo está acolhendo refugiados que estavam em acampamentos de passagem, um dos quais estava projetado para 800 pessoas, mas recebia oito mil. Fleming admite que as necessidades de refúgio aumentarão nos próximos dias porque muitos sírios de classe média, que até agora pagavam com suas economias hotéis na Jordânia e no Líbano, ficarão sem recursos e terão que recorrer à ajuda humanitária.
Na Turquia, cerca de 70 mil pessoas buscaram proteção, um número que aumenta diariamente, dado o fluxo de refugiados procedentes de Aleppo, onde o Exército e os grupos armados da oposição lutam pelo controle dessa cidade, situada no norte do país e perto da fronteira turca. Precisamente, o Acnur informou que, com a ajuda do Crescente Vermelho, estão tentado ajudar moradores de Aleppo que não puderam ou não quiseram fugir.
Melissa Fleming assumiu que o Acnur - cujo escritório em Aleppo não está funcionando em seu total capacidade por causa da insegurança reinante - não pode ajudar as 200 mil pessoas que abandonaram a cidade nos últimos dias.
Além dos refugiados, a ONU estima que há um milhão e meio de sírios deslocados em seu próprio país, e que pelo menos 17 mil pessoas morreram no conflito.

As informações são da EFE