O programa anunciado por Rajoy, que será aplicado nos próximos dois anos e meio, visa arrecadar 65 mil milhões de euros para equilibrar as contas do Estado.
A taxa geral do IVA sobe de 18% para 21%, enquanto a taxa reduzida passa de 8% para 10%. Os funcionários públicos perdem o subsídio de Natal deste ano, enquanto o subsídio de desemprego será reduzido de 60% para 50% da base reguladora a partir do sexto mês de benefício.
Haverá ainda aumentos não especificados do imposto ambiental e sobre o tabaco, ajustes no imposto de sociedades e eliminação da dedução do imposto pago na compra de casa. O governo avançará ainda com reformas nas administrações central e local, incluindo um corte de 30% no número de vereadores e uma redução de 600 milhões de euros no orçamento de vários ministérios.
"Sei que as medidas anunciadas não são agradáveis, mas são imprescindíveis. Estamos perante uma situação muito grave que há que resolver com urgência", afirmou Rajoy, que foi forçado a abandonar o Parlamento pela porta traseira devido a uma manifestação espontânea contra as medidas acabadas de anunciar.
À mesma hora, junto ao Ministério da Indústria, a polícia de choque carregava contra centenas de mineiros que nos últimos dias marcharam sobre Madrid. Os confrontos saldaram-se em pelo menos 76 feridos e oito detidos.
OPOSIÇÃO CRITICA CORTES "INJUSTOS E DESADEQUADOS"
A oposição socialista apressou-se a criticar aquilo que considerou como "cortes injustos e desadequados" e acusou o governo de "insultar os desempregados" ao dizer que reduz o subsídio de desemprego "para incentivar a procura activa de emprego". O líder do PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, lembrou ainda que Rajoy prometeu repetidamente que não subiria o IVA. Já os sindicatos, prometem "mobilização geral" para lutar contra as medidas, que dizem ser "um atropelo aos cidadãos".
Nenhum comentário:
Postar um comentário