"O posto de controle de Anadan, 5 km ao noroeste de Aleppo, foi tomado às 5h (23h de Brasília) depois de dez horas de combates", afirmou o general rebelde Ferzat Abdel Nasser. Mas pareceu duvidoso que os rebeldes pudessem tomar o posto de controle enquanto aviões e helicópteros de combate sírios ofereceram aos governo uma vantagem nos choques.
O governo sírio e seus oponentes alegaram vitórias nos confrontos da cidade de Aleppo nesta segunda-feira, um dia depois de a chefe humanitária da ONU ter alertado sobre o crescimento da crise no polo econômico sírio, afirmando que 10% de seus residentes fugiram durante dois dias de combates.
Enquanto os rebeldes clamavam essa vitória, uma TV estatal síria relatou que o Exército retomou o controle de Salaheddiin, um distrito no sudoeste de Aleppo, onde rebeldes concentraram seus ataques contra tropas do governo. Um oficial militar disse ao canal que os "atiradores mercenários" foram combatidos.
Comandantes da oposição, porém, afirmaram que repeliram uma série de ataques do regime. As declarações contrastantes de progresso no mais recente front do conflito sanguinário não puderam ser confirmadas imediatamente.
O combate convulsionando Aleppo se desenrola enquanto o governo sírio sofreu mais uma deserção de alto escalão entre seus diplomatas, a quarta desde o início do levante contra Bashar al-Assad, há quase 17 meses.
O Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido anunciou que o encarregado de negócios Khaled al-Ayoubi, o principal representante diplomático sírio no país europeu, renunciou porque "não deseja mais representar um regime que cometeu tantos atos de violência e opressão".
Assim, ele se uniu com diplomatas graduados no Iraque, Chipre e Emirados Árabes Unidos, que formalmente se dissociaram do governo de Assad em semanas recentes.
As informações são do iG