"Resistiremos até ao fim. Todo o mundo verá. Não vamos render-nos por um par de dólares. Deixem impor os embargos que queiram, nunca conseguirão nada. Os cidadãos nas ruas sabem-no", declarou Assad ao jornal turco, referindo-se à pressão e às sanções internacionais para que termine com a repressão contra a população.
Na entrevista ao diário turco, o Presidente sírio advertiu o Ocidente que o seu país "nunca venderá a sua honra, a sua soberania nacional e sua personalidade por um pedaço de pão".
Em relação à possível criação de um Estado curdo independente na região, o Presidente sírio destacou que não prevê esse cenário, mas que no caso de acontecer, abrirá as portas para o surgimento de novos países construídos com base nas diferenças étnicas e sectárias.
Neste sentido, negou que esteja a prestar ajuda ao Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), que enfrenta o Governo da Turquia para conseguir a autonomia dos curdos do país, mas os problemas de segurança na Síria permitiram à guerrilha movimentar-se com mais liberdade.
Também esta sexra-feira, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, defendeu a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria com sanções associadas e criticou o bloqueio da Rússia e da China.
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