sábado, 14 de julho de 2012

Turquia condena Síria por "tentativa de genocídio"

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou hoje que o massacre "desumano" de Treimsa, na província de Hama, na Síria, e que fez 150 mortos foi "uma tentativa de genocídio".



"Já não há mais nada a dizer sobre a Síria. Este massacre desumano, esta tentativa de genocídio não passam de sinais que antecedem o fim do regime", disse Erdogan, durante um discurso numa reunião do Partido da Justiça e do Desenvolvimento, em Kocaeli, no Norte da Turquia.
O primeiro-ministro afirmou ainda que calcula que "mais de 40 mil refugiados sírios" estejam agora na Turquia, instalados em vários campos ao longo dos 900 quilómetros de fronteira.
"Todos os ditadores são cruéis, cedo ou tarde vão partir e o povo sírio vai depois fazer contas com eles", disse Erdogan, referindo-se directamente ao presidente sírio, num discurso que foi transmitido por vários canais de televisão turcos.
De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), mais de 150 civis morreram na quinta-feira em Treimsa, zona sunita no centro da Síria, em que morreram também dezenas de rebeldes, vítimas de bombardeamentos das forças leais a Damasco.
A Turquia, que pede o fim do regime de Damasco, abriu as fronteiras aos refugiados civis e autorizou igualmente o livre acesso aos rebeldes do Exército Sírio de Libertação.

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