"Os resultados foram afectados pelas tendências negativas nos mercados financeiros globais, que tornaram impossíveis os objectivos definidos no orçamento", disse a Santa Sé, em comunicado.
Do lado da despesa, a Santa Sé justificou o défice com os elevados gastos em funcionários e com o investimento feito na imprensa. Nem mesmo uma transferência de 50 milhões de euros do Banco do Vaticano para o Papa conseguiu equilibrar as contas.
Os cardeais defenderam, para 2012, "prudência e limitação de custos, apesar da manutenção dos postos de trabalho".
No ano passado, diz o comunicado, as doações dos fiéis nas igrejas aumentaram, de 67,7 milhões de dólares (53,8 milhões de euros) para 69,7 milhões de dólares (56,3 milhões de euros), tendo o Banco do Vaticano dado ao Papa Bento XVI um total de 49 milhões de euros "para apoiar o ministério apostólico e de caridade".
A administração da cidade-Estado do Vaticano teve, no entanto, um resultado positivo de cerca de 21 milhões de euros, graças, sobretudo, à receita de bilheteiras dos museus do país, o mais pequeno do Mundo, com uma área de cerca de 44 hectares, semelhante a 44 campos de futebol.
Na lista de activos, o Vaticano detém pelo menos 100 mil propriedades imobiliárias, no valor de nove mil milhões de euros.
As doações dos fiéis nas igrejas aumentaram e o Banco do Vaticano deu ao Papa Bento XVI 49 milhões de euros "para apoiar o ministério apostólico e de caridade".
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