Esta redução é explicada pelo aumento da repressão por parte do regime norte-coreano contra os dissidentes desde a chegada ao poder de Kim Jong-un, indica o jornal, que cita o Ministério da Unificação sul-coreano.
Desde a morte de Kim Jong-il, em Dezembro, "foram estabelecidos mais postos de controlo ao longo da fronteira entre a Coreia do Norte e a China e acabou a prática de subornar polícias norte-coreanos para se poder atravessar o rio", explicou um porta-voz do Ministério.
Cruzar o rio Yalu, que separa a Coreia do Norte da China, é o primeiro passo para a maioria dos norte-coreanos que fogem da fome ou repressão no seu país procurarem uma vida melhor no sul.
Depois de alcançarem a China, que não reconhece aos fugitivos norte-coreanos o estatuto de refugiados, terão de percorrer milhares de quilómetros, geralmente com a ajuda de máfias, para alcançarem um país terceiro, como a Tailândia, para pedir asilo na Coreia do Sul.
O preço pago às máfias que organizam as deserções "aumentou em mais de 50 por cento" recentemente, disse ao "Chosun Ilbo" o representante de uma organização não governamental sul-coreana defensora dos direitos humanos dos dissidentes da Coreia do Norte.
O número de norte-coreanos que chega à Coreia do Sul superou, pela primeira vez, os 1.000 em 2001 e tem registado um constante aumento, à excepção de 2005 e 2010.
Desde o final da Guerra da Coreia (1950-53), mais de 22 mil norte-coreanos conseguiram instalar-se com sucesso na Coreia do Sul.
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