O comunicado de Assad, publicado em uma revista do Exército para marcar o 67º aniversário das Forças Armadas, é divulgado no momento em que a Organização das Nações Unidas (ONU) denuncia uma escalada de violência na cidade de Aleppo, com o uso de armamentos pesados tanto pelas forças de segurança como pelos rebeldes.
O presidente da Síria disse que os rebeldes pretendem "impedir os sírios de desenvolver seu futuro, mas foram surpreendidos por este povo que se comportou com um coração único para fazer frente a suas conspirações”.
Assad não faz pronunciamentos públicos desde 18 de julho, quando uma explosão matou quatro autoridades de seu governo em Damasco. Combates continuam acontecendo na capital, mas os confrontos mais duros são em Aleppo, a maior cidade da Síria, para a qual Assad enviou um enorme contingente militar.
A porta-voz da missão da ONU na Síria, Sausan Ghosheh, afirmou que os observadores internacionais testemunharam o uso de aviões de guerra em Aleppo. “Na terça-feira, pela primeira vez, vimos disparos de uma aeronave de guerra. E também temos a confirmação de que a oposição também possui armas pesadas, inclusive tanques”, afirmou.
Segundo ela, moradores da cidade sofrem com a falta de combustível, comida e água. “A situação humanitária aqui é muito ruim”, disse Mohammed Saeed, ativista que vive em Aleppo, à Associated Press por Skype.
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