A refinaria Amuay, uma das três que integram o Centro Refinador de Paraguaná (CRP), o maior da Venezuela e um dos maiores do mundo, sofreu uma explosão na madrugada como consequência de um vazamento de gás que deixou ainda 86 feridos. "Quero transmitir-lhes a profunda dor que toma meu coração e minha alma desde esta madrugada, quando comecei ser informado no local sobre os fatos da tragédia", afirmou o governante venezuelano. "Decidi decretar um luto nacional de três dias porque isso afeta todos nós, a grande família venezuelana (...) a verdade é que é muito lamentável, muito doloroso", acrescentou.
Chávez lembrou que, dos 26 mortos, 17 são membros da Guarda Nacional, já que as instalações do Destacamento 44 desse corpo policial-militar, encarregado da vigilância da refinaria, foram afetadas diretamente pela explosão. O presidente venezuelano destacou o empenho realizado de "maneira heroica" desde o primeiro momento pelos trabalhadores que estavam de guarda na refinaria, os bombeiros e a equipe que atuou na emergência.
O ministro de Petróleo e Mineração venezuelano, Rafael Ramírez, contou que a explosão "causou graves danos" ao destacamento da Guarda Nacional, um complexo militar com infraestrutura residencial, e afetou uma parte da área de tanques. A ministra de Saúde da Venezuela, Eugenia Sader, confirmou à imprensa que 86 pessoas foram internadas no hospital "Dr. Rafael Calles Sierra" da cidade de Punto Fijo, onde fica a refinaria, embora 77 já tenham recebido alta ou, no caso de dois feridos, foram transferidos a Maracaibo.
As informações são da EFE