Esperava-se que a primeira sessão fosse meramente formal, com a leitura dos nomes dos arguidos e a exposição dos crimes de que são acusados. No entanto, assim que os trabalhos tiveram início, Márcio Tomás Bastos, ex-ministro da Justiça de Lula, e outros advogados de defesa solicitaram que os 35 réus que não ocupavam cargos públicos, em 2005 – quando o escândalo de corrupção foi descoberto – , sejam julgados em separado, por outros tribunais.
Interpretado como uma manobra para parar o julgamento uma vez que todo o processo teria de ser desmembrado, o pedido foi negado prontamente pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o clima ficou quente. Um dos juízes, Ricardo Le-wandowsky, saiu em defesa dos advogados, enfurecendo o seu colega Joaquim Barbosa, relator do processo, que o acusou de nunca antes ter levantado a questão.
Em São Paulo, o ex-presidente Lula da Silva, que por muitos é considerado a figura central do ‘Mensalão’, mas que ficou de fora do julgamento alegando que tudo foi feito nas suas costas, mostrou desinteresse total sobre o processo judicial. Questionado sobre se iria acompanhar o caso, Lula respondeu: "Tenho mais do que fazer, quem tem que acompanhar são os advogados".
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