“Sempre tem um que fala: ‘Você é o sonho da minha mãe’ e ‘Queria ter uma motorista dessas’. Na maioria das vezes, não falo nada. Mas quando é uma coisa mais elaborada, acabo rindo”, conta Fabiana, que é casada e tem um filho de 13 anos. “Se eu gosto? Ah, qualquer mulher gosta. Faz bem, satisfaz o ego”, confessa.
Simone também adora os elogios e até costumava trocar telefones com passageiros antes de começar a namorar um motorista da mesma empresa onde trabalha agora. “Já tive dois relacionamentos com passageiros. Cheguei a namorar um”, revela a cobradora, que se diz solteira e tem dois filhos com companheiros diferentes. “Meu namorado trabalha em outra linha. É bom para não ter ciúme. Já vi muito casamento acabar porque tem passageira abusada que dá em cima de motorista”.
Fabiana virou motorista de ônibus há três anos porque o pai não a achava capaz de dirigir um veículo grande. “Sou taxista também”, diz. Já Simone trabalha como cobradora há um ano e meio: “Tive outros empregos, mas gostei dessa profissão”.