Cláudio Sciarpelletti, programador informático na Secretaria de Estado do Vaticano, que foi detido a 25 de Maio e libertado no dia seguinte, responderá por colaboração e favorecimento de actividade criminosa. Segundo o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, Sciarpelletti desempenhou um "papel marginal" e terá, se for condenado, uma "pena leve". Lombardi adiantou ainda que mais pessoas estão a ser investigadas.
O auto de acusação revela ainda que na casa de Gabriele a polícia encontrou um cheque de 100 mil euros em nome do Papa, uma pepita de ouro e uma edição de 1581 da ‘Eneida’, de Virgílio. O mordomo garantiu que tencionava devolver tudo.
Gabriele, que arrisca seis anos de prisão, justificou os seus actos dizendo que via "mal e corrupção por toda a parte na Igreja" e queria ajudar a erradicá-los, pois "o Papa não estava suficientemente informado". "Estava certo de que um choque, talvez através dos media, seria saudável para fazer a Igreja voltar ao caminho certo."
Nenhum comentário:
Postar um comentário