"Este acordo abre a porta a uma maior prosperidade para os povos dos dois países", disse Obama, num comunicado emitido pela Casa Branca.
"Os dirigentes do Sudão e do Sudão do Sul merecem ser felicitados por este acordo e por terem alcançado um compromisso sobre uma matéria tão importante. Aplaudo os esforços da comunidade internacional que se uniu para encorajar e apoiar as duas partes na busca de uma solução", afirmou o chefe de Estado norte-americano.
"Os dirigentes do Sudão e do Sudão do Sul merecem ser felicitados por este acordo e por terem alcançado um compromisso sobre uma matéria tão importante. Aplaudo os esforços da comunidade internacional que se uniu para encorajar e apoiar as duas partes na busca de uma solução", afirmou o chefe de Estado norte-americano.
Obama deixou ainda umas palavras de reconhecimento especial pelos esforços da União Africana (UA), dirigida pelo ex-presidente sul-africano Thabo Mbeki, que assegurou a mediação entre os dois países.
Algumas horas após uma visita a Juba da chefe da diplomacia norte-americana, Hillary Clinton, Mbeki anunciou, na sexta-feira à noite, que os dois países tinham encontrado uma solução para o seu diferendo petrolífero, uma das razões que os levou à iminência de uma guerra na primavera.
"As partes chegaram a acordo sobre os pormenores financeiros relativos ao petróleo, portanto, está feito", declarou.
Anunciou igualmente a retomada da produção de petróleo sul-sudanesa, interrompida em janeiro, embora não tenha indicado uma data.
Segundo o Sudão do Sul, o acordo concluído em Addis Abeba, na Etiópia, prevê que Juba pague a Cartum 9,48 dólares (7,65 euros) por barril de petróleo exportado via Sudão durante os próximos três anos e meio. O Sul aceitou, além disso, pagar uma soma pré-estabelecida de cerca de três mil milhões de dólares (cerca de 2,4 mil milhões de euros) ao Sudão, para compensar os seus prejuízos desde a divisão do país.
Mbeki anunciou ainda um acordo entre o Sudão, a UA, a ONU e a Liga Árabe sobre o acesso humanitário aos Estados sudaneses do Kordofan-Sul e do Nilo Azul.
O Presidente norte-americano afirmou sentir-se encorajado por este acordo e apelou para a sua "aplicação imediata para fornecer ajuda humanitária às pessoas dessas regiões".
"Encorajo as partes a beneficiarem do impulso dado por estes avanços para tentarem solucionar os restantes conflitos sobre as fronteiras e as questões de segurança", sublinhou Obama, acrescentando que os Estados Unidos continuarão a apoiar os esforços com vista a uma "paz duradoura" entre os dois países.
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