Síria - O Conselho de Segurança da ONU se prepara para retirar os observadores da Síria, uma vez concluído o mandato de sua missão e apoia a ideia do secretário-geral, Ban Ki-moon, de abrir um escritório político em Damasco para apoiar o trabalho de mediação internacional e canalizar a ajuda humanitária.
A última etapa do mandato da missão prorrogou sua presença no país até o dia 19 de agosto e incluía uma cláusula que condicionava uma ampliação à cessação do uso de armamento pesado, o que não ocorreu e que levará à extinção do trabalho dos militares desarmados que estavam na Síria desde abril.
As novas consultas do Conselho, bloqueado após três vetos da Rússia e da China a iniciativas para aumentar a pressão sobre o regime sírio, acontecem enquanto se espera a nomeação do sucessor de Annan, cargo que recairá segundo todas as previsões e várias fontes sobre o diplomata argelino Ladjar Brajimi. Sua nomeação era prevista para esta semana e a ONU continua sem confirmá-lo, enquanto fontes diplomáticas afirmam à Efe que Brajimi, de 78 anos, "tem dúvidas" sobre aceitar o posto com um Conselho de Segurança dividido e o recrdudescimento da violência no terreno.
Araud não quis confirmar sua futura nomeação mas, assegurou, sem referir-se a um nome concretamente, que o cargo de enviado especial "é um trabalho bem duro", então é "bastante legítimo que, se propõem o cargo, você tenha dúvidas". Perante as perguntas dos jornalistas a respeito, o porta-voz de Ban, Eduardo del Buey, assegurou hoje que o secretário-geral "segue buscando ativamente um sucessor" a Annan e fará um anúncio a respeito "tão logo quanto possível". "Todos os rumores que há na imprensa são apenas rumores e não vêm de nós.
Ban continua pensando quem escolher para o cargo", acrescentou Buey. Fontes da Liga árabe tinham confirmado na terça-feira à Agência Efe no Cairo que Brajimi era o eleito, mas que o anúncio não seria feito até depois da festividade muçulmana do Eid ul-Fitr, prevista para a próxima semana. Tudo isso coincide, ainda, com a publicação de um relatório da ONU, hoje, no qual são responsabilizadas as forças do regime sírio e os "shabiha" (milícia pró-governo) pelo massacre na cidade de Houla, onde em maio morreram 100 civis.
As informações são da EFE
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