O porta-voz do Conselho Revolucionário de Aleppo, Abu Feras, assegurou nesta sexta-feira à Efe, também por telefone, que os milicianos do ELS controlam 60% da cidade, cálculo que outras fontes assinalam como muito otimista. O Exército continua reforçando as imediações da cidade com mais soldados, detalhou Abu Feras.
Segundo a rede de ativistas Comitês de Coordenação Local, os bombardeios sobre o bairro de Salah ad-Din se intensificaram ao cair da noite, durante o "iftar" (quebra do jejum do Ramadã), momento no qual foram escutadas fortes explosões nos arredores.
Os opositores asseguraram, além disso, que os combates em Aleppo se estenderam nesta sexta-feira aos bairros de Al Martini e Al Farqan, enquanto os civis estão abandonando os bairros de Al Shear e Al Muasalat, na parte antiga da cidade.
Segundo o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos, os rebeldes se apoderaram durante este dia, e após duros combates, de uma delegacia situada no bairro de Al Zabadia, também em Aleppo. Além disso, a violência voltou a estar presente na maioria das províncias do país, como em Hama ou em Deir ez Zor, onde 12 membros das forças de segurança morreram em confrontos com o ELS, afirmaram as fontes.
Na cidade de Bukamal, nessa mesma província, uma menina morreu junto com um número indeterminado de pessoas pelos bombardeios militares sobre essa cidade, que já se prolongam por 15 dias, segundo os comitês.
O recrudescimento da violência chega em meio ao fracasso da comunidade internacional em levar os envolvidos no conflito a uma solução negociada, evidenciado pela renúncia apresentada na quinta-feira pelo mediador da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.
Após esta renúncia, a Assembleia Geral da ONU aprovou nesta sexta por grande maioria uma resolução que condena as graves violações dos direitos humanos e o uso de armamento pesado por parte do regime do presidente sírio, Bashar al Assad, e critica a paralisia do Conselho de Segurança.
Segundo a apuração da votação, 133 países se pronunciaram a favor de um texto apresentado pelos países árabes da ONU, 31 se abstiveram e 12 votaram contra. Estes últimos foram Rússia, China, Irã, Belarus, Mianmar, Zimbábue, Coreia do Norte, Cuba, Nicarágua, Venezuela e Bolívia, além da Síria.

As informações são da EFE