"Os agentes tiveram de usar a força para se protegerem", declarou a chefe da polícia, Riah Phiyega, garantindo que os mineiros avançaram na direcção aos seus homens "disparando e empunhando armas perigosas". Segundo um jornalista sul-africano, a polícia tentou manter os grevistas à distância, recorrendo a canhões de água e a gás lacrimogéneo. Além dos 34 mortos, 78 mineiros ficaram feridos e 259 foram detidos, antes e após os disparos. A polícia referiu ainda que um dos detidos tinha em sua posse a arma de um dos dois polícias mortos na mina na segunda-feira.
Entretanto, o presidente Jacob Zuma interrompeu uma visita a Moçambique, onde ia participar na cimeira de chefes de Estado e de governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, para visitar o local do massacre. Por seu lado, os sindicatos exigem uma investigação à matança, numa das maiores operações policiais desde o apartheid.
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