ONU diz que 200 mil já deixaram Aleppo, enquanto líder dos rebeldes afirma que cidade será 'túmulo' de tropas de Assad
Síria - Forças do presidente Bashar Al-Assad intensificaram os ataques para retomar áreas em poder de rebeldes em Aleppo e cerca de 200 mil civis fugiram em massa da cidade nos dois últimos dias, de acordo com informações de observadores das Nações Unidas, ONU. Ontem, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, fez um alerta ao presidente da Síria, de que o ataque contra seu próprio povo em Aleppo representa um “prego no caixão” do mandatário, em alusão a que pode representar o fim do regime.
A chefe do serviço humanitário da ONU, Valerie Amos, disse que um número indeterminado de pessoas ainda está preso em Aleppo, a segunda maior cidade do país e capital econômica, e pediu acesso seguro de grupos de ajuda. “Peço a todos aqueles envolvidos na luta para não atingirem alvos civis e permitirem que as organizações humanitárias tenham acesso à população encurralada pelos combates, a fim de trazer ajuda emergencial”, declarou Amos em um comunicado.
Enquanto isso, o ex-coronel do exército do presidente Assad que aderiu à revolução e é o chefe dos rebeldes, o sunita Al-Oqaidi, promete contra-ofensiva feroz em Aleppo. Ele afirmou que a cidade será o “túmulo” do exército sírio.
Mais de 20 mil mortos
Mais de 20 mil pessoas foram mortas, entre elas 14 mil civis, desde que o levante contra o regime de Assad teve início, em março de 2011. “Os Estados Unidos e a comunidade internacional têm deixado muito claro que isto é intolerável e têm pressionado diplomática e economicamente a Síria para pôr um fim a este tipo de violência”, disse Panetta.
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