As metas do plano bienal, exigido pela Comissão Europeia a troco do adiamento por um ano dos objectivos do défice, serão faseadas. Este ano, os cortes terão um valor de pouco mais de 13 mil milhões, mas sobem para cerca de 39 mil milhões em 2013 e para 50 mil milhões em 2014.
Este esforço implica subidas do IVA e cortes na despesa pública. Os sectores mais castigados serão a Educação e a Saúde, alvos de um corte adicional de cinco mil milhões face ao plano anterior, remetido para Bruxelas há pouco mais de três meses.
Os funcionários pagam também a factura com a perda do subsídio de Natal e cortes nas ajudas por incapacidade temporária. Fica ainda congelada a oferta de emprego público.
O rigor do novo plano permite antecipar um pedido de resgate de Espanha a breve prazo. Mas Rajoy recusa confirmar e desmente que esteja a ser pressionado, nesse sentido, pela Alemanha e por Mario Draghi, presidente do BCE. Em conferência de imprensa para fazer o balanço de seis meses de governo, Rajoy atirou mesmo a decisão do resgate para Draghy, ao afirmar que só pedirá ajuda depois de saber "o que pretendem e em que consistem as medidas não convencionais" do BCE.
Nenhum comentário:
Postar um comentário