Estados Unidos -  A assembleia Geral da ONU aprovou ontem por grande maioria uma resolução que condena as graves violações dos direitos humanos e o uso de armamento pesado por parte do regime do presidente sírio, Bashar al Assad. A novidade do texto foi uma censura à atuação dos países do Conselho de Segurança da organização.

Segundo a resolução, o grupo mostrou “incapacidade” de fazer com que o plano de paz da ONU para o país seja aplicado na Síria. Ao todo, 133 países aprovaram o texto, apresentado pelos países árabes da ONU. Outros 31 se abstiveram e 12 votaram contra: Rússia, China, Irã, Bielorrússia, Mianmar, Zimbábue, Coreia do Norte, Cuba, Nicarágua, Venezuela e Bolívia, além da própria Síria.
Rússia e China já haviam bloqueado abertamente sanções à Síria e propostas da retirada de Assad do poder. O texto de ontem condena a ação do governo na repressão à revolta popular.

O Brasil votou a favor. A vice-chefe da missão do País nas Nações Unidas, Regina Dunlop, disse que o texto reflete a posição brasileira.
Enquanto diplomatas debatiam, os conflitos entre os rebeldes sírios e as tropas do regime prosseguiram, em Damasco e Aleppo, principal foco dos enfrentamentos e onde se espera uma grande batalha nos próximos dias.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que foram registrados duros confrontos entre o Exército Livre da Síria (ELS) e as forças do regime. Os combates no bairro de Al Tadamun, em Damasco, causaram a morte de pelo menos 29 civis. Pelo menos 15 deles, incluindo duas crianças, morreram em um ataque contra o campo de refugiados palestinos de Yarmuk, em Damasco.