A questão do Irã é a mais abertamente debatida nos meios políticos de Israel.
A mídia diz que dividem-se em igual número os que são a favor de uma ação militar agora e os que são contra, insistindo que não há apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sem o qual as possibilidade de sucessoseriam reduzidas.
O governo americano alega que ainda há formas de pressionar o Irã – principalmente o uso de sanções – antes de recorrer a meio militares.
Mas os que apoiam uma operação rápida destacam que as sanções impostas até o momento se revelaram insuficientes para convencer o país persa a desistir de seu programa nuclear.
Seria irresponsável prever o que vai ser decido por um pequeno número de autoridades que estão permanentemente analisando a questão. Acredita-se que uma decisão não será tomada antes das eleições presidenciais americanas, marcadas para novembro.
O Irã é um país de cerca de 80 milhões de habitantes. Israel tem cerca de oito milhões, sendo 20% de não judeus. Se houver guerra, deverá ser das mais destrutivas, mesmo se apenas aplicadas armas convencionais.
Ninguém inveja o dilema do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que terá de dar a palavra final.

As informações são de Nahum Sirotsky do iG