O uso do tanque pelos rebeldes também representa uma escalada nos confrontos entre os dois lados. Até agora, os opositores sofreram com a grande disparidade em armamentos em relação ao bem armado Exército sírio, que também tem jatos e helicópteros de combate à sua disposição.
As forças rebeldes no norte sírio atacaram Aleppo, a maior cidade do país, há duas semanas e assumiram o controle de vários bairros, em sua maioria áreas de baixa renda na periferia, que desde então têm mantido apesar da ofensiva terrestre e aérea do governo.
Por causa de sua proximidade com a Turquia, amigável aos rebeldes, ao norte, Aleppo tem enorme importância estratégica para a oposição e, se os rebeldes forem capazes de assumir seu controle total e mantê-lo, a cidade poderia formar a base de uma zona rebelde mais ampla.
Em Damasco, o regime anunciou várias ações contra os rebeldes em bairros na parte sul da cidade, mantando e prendendo "vários terroristas", como o governo se refere aos rebeldes.
Operações também aconteceram no distrito de Muhajireen, perto do Palácio Presidencial em Damasco, e 20 pessoas foram presas, segundo o ativista Abu Qais. Uma grande ofensiva rebelde foi reprimida na capital há duas semanas, mas as ações desta quinta mostram que bolsões de resistência continuam em Damasco e nas áreas rurais dos arredores.
Segundo Abu Qais, ao menos 20 foram mortos no subúrbio de Yalda, no sul, enquanto o OSDH informou que 47 morreram no bairro de Jdaidat Artouz, no sudoeste da Província de Damasco. A ofensiva do governo inclui disparos, ataques com projéteis e execuções em público.
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